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08 junho, 2014

10 é a camisa dele


 camisa 10 é a mais emblemática do futebol brasileiro. A partir de 1958, quando Pelé, aos  17 anos, deu show e comandou o Brasil rumo ao seu primeiro título mundial, ter o numeral às costas gera automaticamente a responsabilidade de ser o craque da equipe. Nesta Copa, o peso deste uniforme grafado com uma dezena e que já esteve sob a tutela de outros astros, cabe a Neymar.
Ao contrário desta Copa na qual a escolha coube ao atacante do Barcelona, em 58 a camisa 10 “caiu no colo de Pelé”. A CBD (CBF da época) encaminhou à FIFA apenas a lista com o nome dos atletas, sem indicar numeração. A entidade que comanda o futebol escolheu aleatoriamente o número de cada jogador.

A coroação como “rei do futebol”, em 1970, no tri do méxico tornou a camisa ainda mais mística. A responsabilidade pelas conquistas, ou não, do que a vestem se multiplicou. De 70 pra cá, nomes como Rivelino, Zico, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Kaká tiveram que conviver com a honra e o peso da vestimenta que é quase um símbolo nacional.

Na Copa do Mundo do Brasil, Neymar, também diferentemente de Pelé não é o mais jovem do elenco (Bernard tem 21 anos). Mas, aos 22, o atacante do Barcelona e da Seleção carrega uma responsabilidade parecida com a do “rei”. Se em 1958 a missão era conquistar, pela primeira vez, a Jules Rimett, este ano o objetivo é vencer um Mundial em casa e evitar que se repita a “tragédia” histórica de 1950, quando o selecionado nacional caiu na final ante o Uruguai e seu Maracanazo. Além disso, Neymar será, depois de Pelé, o mais jovem jogador brasileiro a ser escalado com a 10 em campeonatos mundiais.

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