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07 junho, 2014
Tropas fazem testes contra ataques
Órgãos responsáveis pela segurança pública e defesa durante a realização da Copa do Mundo em Natal realizaram duas operações simuladas ontem, dia 6, nos principais estádios da capital potiguar. Pela manhã, Marinha do Brasil, Polícia Federal, Polícia Civil e Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) participaram de um exercício, no Frasqueirão. À tarde, o palco da simulação foi a Arena das Dunas que recebe o primeiro jogo na próxima sexta-feira, dia 13. Em ambos os casos, o objetivo era o mesmo: treinar as tropas para saber como agir em casos de ataques terroristas.
O exercício realizado no Frasqueirão contou com a participação de aproximadamente 80 homens e se desenvolveu por meio da simulação da tomada de reféns durante o treinamento de uma das seleções participante da Copa em Natal. O estádio do ABC Futebol Clube, durante o evento esportivo, será utilizado como Campo Oficial de Treinamento (COT). O outro COT fica localizado na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
A imprensa não teve acesso ao estádio durante o treinamento, mas a assessoria de imprensa da Marinha divulgou imagens que mostram os homens do Bope chegando ao estádio a bordo de uma aeronave da Marinha – o helicóptero UH-15 Super Cougar. De acordo com a instituição, o treinamento simulado evidenciou “a integração entre as instituições e o preparo de todos os profissionais envolvidos”.
Arena das Dunas
Por volta das 14h, um outro exercício simulado que envolveu homens da Marinha, Exército, profissionais da secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Força Nacional foi realizado no centro das atenções durante a Copa do Mundo em Natal: o estádio Arena das Dunas. Em teste, a reação das forças de segurança e defesa diante de um fato que nunca foi registrado em outras edições do Mundial: ataques por meio de agentes nucleares, biológicos, químicos e radiológicos (NBQR).
O exercício foi organizado pela Marinha. Dentro do estádio, 120 alunos de cursos da área de saúde da Universidade Potiguar (UnP) atuaram como vítimas. Foram realizadas duas simulações: na primeira, uma bolsa contendo artefato suspeito foi retirada de dentro do estádio por militares devidamente paramentados; na segunda situação, uma bomba explodiu expelindo gás tóxico que atingiu as vítimas.
A partir da explosão, os órgãos envolvidos na simulação seguiram um protocolo que será adotado em situações reais. As vítimas foram conduzidas para parte externa da Arena onde estava instalado uma espécie de mini-hospital de campanha específico para casos de NBQR. Antes do atendimento médico, algumas vítimas receberam jatos d’água lançados pelo Corpo de Bombeiros. Medidores de contaminação de gás e de radioatividade foram usados pelos agentes de segurança e saúde. Em caso de ataque real, a estimativa é que a resposta no atendimento seja efetivada em até uma hora.
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Paulo Bezerra
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