A Copa América começa nesta quinta-feira com um tremendo ponto de interrogação: jogadores extraordinários como Messi, Neymar, Cavani e Vidal vão ofuscar o escândalo da Fifa que colocou a Conmebol, entidade que organiza o torneio, como um dos centros do esquema de mundial corrupção que envolve dirigentes e empresários de marketing esportivo?
Esse é o pano de fundo do jogo de estreia, entre Chile e Equador, no Estádio Nacional de Santiago, às 20h30 (de Brasília), e provavelmente das outras 25 partidas até o dia 4 de julho. É o embate entre a beleza do futebol e a crise judicial fora das quatro linhas.
Embora diversos jogadores tenham repetido, com algumas variações a frase de Diego Armando Maradona – “a bola não se mancha” -, o desafio parece grandioso demais. “Nossa Copa América se vê manchada por eventos alheios ao futebol.
É lamentável”, disse Sergio Jadue, presidente da Associação Chilena de Futebol e vice da Conmebol. “Mas o futebol pode nos dar muitas alegrias dentro de campo”, disse o dirigente.

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